Rua Visconde do Rio Branco, 22 - Centro, Taubaté - SP
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Estagiária Responsável: Iara Barros
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5 de junho de 2012
2 de junho de 2012
ATENÇÃO ALUNOS - ALTERAÇÃO DAS DATAS DE PROVA !!!
Devido ao feriado referente ao dia 07/06/2012 (Corpus Christi) e seu prolongamento, viemos por meio desta informar as seguintes alterações nos horários de prova:
att,
a secretaria.
HISTÓRIA
16/06/2012 - HISTÓRIA REGIONAL (1° ANO)
13/06/2012 - HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA (3° ANO)
GEOGRAFIA
14/06/2012 - PLANEJAMENTO (2° ANO)
att,
a secretaria.
GEO - Relação de São Paulo com as águas é tema de livro
Enviado pelo professor Gilberto Fisch.
01/06/2012
Por Karina Toledo
Agência FAPESP – Dois problemas aparentemente opostos que afetam a Região Metropolitana de São Paulo – a escassez de água e as inundações – possuem raízes históricas semelhantes: políticas públicas equivocadas, guiadas muitas vezes por interesses particulares, e um processo de apropriação excludente dos recursos hídricos e áreas de várzea da capital.
A análise foi feita pela geógrafa Vanderli Custódio, professora do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), em livro recém-lançado pela Editora Humanitas.
A obra, publicada com auxílio da FAPESP, reúne textos produzidos durante o mestrado e o doutorado de Custódio – ambos realizados no Departamento de Geografia da USP.
Os três primeiros capítulos foram acrescentados para delinear o processo de urbanização que deu origem tanto ao problema de falta d’água quanto às enchentes.
“Houve uma apropriação perversa e excludente dos recursos hídricos da bacia do alto Tietê, que vai da nascente do rio em Salesópolis até a barragem de Pirapora do Bom Jesus. Priorizou-se a geração de energia, como se não houvesse uma metrópole que dependesse dessas águas para o abastecimento”, afirmou a pesquisadora.
Custódio se refere à concessão dada pelo governo paulista à empresa The São Paulo Tramway, Light and Power Company (conhecida como Light) no início do século 20, para explorar durante 90 anos os recursos hídricos da região para a geração de energia.
A medida ajudou a ampliar o parque industrial e a transformar São Paulo na “locomotiva do Brasil”, mas, como o crescimento não veio acompanhado de uma preocupação ambiental, a poluição gerada pelas indústrias e pelo adensamento populacional inutilizou as águas para qualquer outro fim.
“Os rios ficaram assoreados demais para o transporte. Não dá para pescar e não servem para o lazer ou recreação. Viraram canais de escoamento de esgoto, basicamente. Mas essa água poluída gerava energia, desenvolvimento e progresso”, disse Custódio.
Os efeitos dessa política começaram a ser notados no fim dos anos 1980, quando a Região Metropolitana teve de enfrentar os primeiros rodízios no abastecimento. A situação se agravou na década seguinte e hoje vive um equilíbrio frágil.
“A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com todos os seus sistemas trabalhando na capacidade máxima, consegue produzir aproximadamente 67 metros cúbicos de água por segundo. A vazão do Tietê quando atravessa a Região Metropolitana é de 82 metros cúbicos por segundo. Daria para abastecer a todos e sobraria água”, disse Custódio.
No caso das inundações, questão ainda mais delicada e difícil de solucionar segundo Custódio, a Light também teve papel decisivo. A empresa foi a responsável pela retificação dos rios Tietê e Pinheiros e também pela inversão do curso deste último.
“Os rios ficaram estreitos e subdimensionados. A Light se apropriou das áreas de várzea, que se valorizaram, e as vendeu para o mercado imobiliário”, disse Custódio.
O projeto de construção das avenidas marginais foi outro grande equívoco da administração pública. “Priorizou-se o modelo rodoviarista. Para abrir espaço para as avenidas, o espaço dos rios foi reduzido. O solo foi impermeabilizado”, disse.
Custódio também cita como causa importante das cheias a forma inadequada como tem sido feita a terraplenagem durante os processos de construção de rodovias e abertura de loteamentos habitacionais.
“Você tem uma elevação ao sul, que é a serra do Mar. Ao norte temos a serra da Cantareira. Quando há movimentação de terra sem o devido cuidado, os resíduos vão para o fundo da bacia, ou seja, o rio Tietê. É mais caro fazer do jeito correto, então as pessoas deixam isso em segundo plano”, explicou.
Esses problemas, somados à falta de manutenção adequada das galerias pluviais e à tendência de aumento das chuvas fortes durante o verão, fazem a pesquisadora acreditar que a capital ainda sofrerá com as enchentes por muitos anos. “Sou pessimista. Não vejo solução definitiva ou de curto prazo”, disse.
Escassez de Água e Inundações na Região Metropolitana de São Paulo
Autora: Vanderli Custódio
Lançamento: 2012
Preço: R$ 25
Páginas: 172
Mais informações: www.editorahumanitas.com.br/detalhesLaSQL.php?cod=591
01/06/2012
Por Karina Toledo
Agência FAPESP – Dois problemas aparentemente opostos que afetam a Região Metropolitana de São Paulo – a escassez de água e as inundações – possuem raízes históricas semelhantes: políticas públicas equivocadas, guiadas muitas vezes por interesses particulares, e um processo de apropriação excludente dos recursos hídricos e áreas de várzea da capital.
A análise foi feita pela geógrafa Vanderli Custódio, professora do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), em livro recém-lançado pela Editora Humanitas.
A obra, publicada com auxílio da FAPESP, reúne textos produzidos durante o mestrado e o doutorado de Custódio – ambos realizados no Departamento de Geografia da USP.
Os três primeiros capítulos foram acrescentados para delinear o processo de urbanização que deu origem tanto ao problema de falta d’água quanto às enchentes.
“Houve uma apropriação perversa e excludente dos recursos hídricos da bacia do alto Tietê, que vai da nascente do rio em Salesópolis até a barragem de Pirapora do Bom Jesus. Priorizou-se a geração de energia, como se não houvesse uma metrópole que dependesse dessas águas para o abastecimento”, afirmou a pesquisadora.
Custódio se refere à concessão dada pelo governo paulista à empresa The São Paulo Tramway, Light and Power Company (conhecida como Light) no início do século 20, para explorar durante 90 anos os recursos hídricos da região para a geração de energia.
A medida ajudou a ampliar o parque industrial e a transformar São Paulo na “locomotiva do Brasil”, mas, como o crescimento não veio acompanhado de uma preocupação ambiental, a poluição gerada pelas indústrias e pelo adensamento populacional inutilizou as águas para qualquer outro fim.
“Os rios ficaram assoreados demais para o transporte. Não dá para pescar e não servem para o lazer ou recreação. Viraram canais de escoamento de esgoto, basicamente. Mas essa água poluída gerava energia, desenvolvimento e progresso”, disse Custódio.
Os efeitos dessa política começaram a ser notados no fim dos anos 1980, quando a Região Metropolitana teve de enfrentar os primeiros rodízios no abastecimento. A situação se agravou na década seguinte e hoje vive um equilíbrio frágil.
“A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com todos os seus sistemas trabalhando na capacidade máxima, consegue produzir aproximadamente 67 metros cúbicos de água por segundo. A vazão do Tietê quando atravessa a Região Metropolitana é de 82 metros cúbicos por segundo. Daria para abastecer a todos e sobraria água”, disse Custódio.
No caso das inundações, questão ainda mais delicada e difícil de solucionar segundo Custódio, a Light também teve papel decisivo. A empresa foi a responsável pela retificação dos rios Tietê e Pinheiros e também pela inversão do curso deste último.
“Os rios ficaram estreitos e subdimensionados. A Light se apropriou das áreas de várzea, que se valorizaram, e as vendeu para o mercado imobiliário”, disse Custódio.
O projeto de construção das avenidas marginais foi outro grande equívoco da administração pública. “Priorizou-se o modelo rodoviarista. Para abrir espaço para as avenidas, o espaço dos rios foi reduzido. O solo foi impermeabilizado”, disse.
Custódio também cita como causa importante das cheias a forma inadequada como tem sido feita a terraplenagem durante os processos de construção de rodovias e abertura de loteamentos habitacionais.
“Você tem uma elevação ao sul, que é a serra do Mar. Ao norte temos a serra da Cantareira. Quando há movimentação de terra sem o devido cuidado, os resíduos vão para o fundo da bacia, ou seja, o rio Tietê. É mais caro fazer do jeito correto, então as pessoas deixam isso em segundo plano”, explicou.
Esses problemas, somados à falta de manutenção adequada das galerias pluviais e à tendência de aumento das chuvas fortes durante o verão, fazem a pesquisadora acreditar que a capital ainda sofrerá com as enchentes por muitos anos. “Sou pessimista. Não vejo solução definitiva ou de curto prazo”, disse.
Escassez de Água e Inundações na Região Metropolitana de São Paulo
Autora: Vanderli Custódio
Lançamento: 2012
Preço: R$ 25
Páginas: 172
Mais informações: www.editorahumanitas.com.br/detalhesLaSQL.php?cod=591
Inscrições processo seletivo PIBID estão abertas
Atenção estudantes.
Estão abertas inscrições para processo seletivo de bolsistas para o PIBID-Programa Institucional de Incentivo à Docência.
Informações detalhadas e edital no site da UNITAU: http://site.unitau.br/universidade/pro-reitorias/graduacao-prg/bolsas-pibid-mec-capes/?searchterm=pibid
Inscrevam-se!!!!
HIST - Núcleo de Pesquisas em História
Núcleo de Pesquisas em História – NPH/UNITAU
Já está efetivamente em atividade o
Núcleo de Pesquisas em História-NPH da UNITAU, coordenado pelo Prof. Dr. Cyro
de Barros Rezende Filho. O Núcleo é vinculado ao Curso de História e ao
Departamento de Ciências Sociais e Letras.
Cadastrado no
diretório de grupos de pesquisas do CNPq, o Núcleo congrega professores
pesquisadores do curso de História, bem como estudantes, ou pesquisadores em
formação.
São objetivos do NPH:
1.
Criar e consolidar
um grupo
de pesquisas enfatizando a sua função e contribuir significativamente para, posteriormente criar o
Mestrado em História na UNITAU;
2.
Formar
novos pesquisadores
em nível de Iniciação Científica;
3.
Dar visibilidade aos trabalhos
do grupo;
- Organizar a produção cientifica sobre o Vale do Paraíba existente no Departamento e na Universidade.
- Criar um ambiente favorável aos alunos do Departamento para o desenvolvimento de pesquisa.
- Auxiliar os professores do Departamento nas disciplinas de Trabalho de Campo e Atividades Complementares.
- Possibilitar a implantação de cursos de extensão e especialização na área de História.
- Fortalecer os cursos de graduação do Departamento, aproximando professores e alunos com a comunidade.
- Incentivar a produção científica dos professores e alunos.
- Possibilitar a captação de recursos externos para projetos acadêmicos e, posteriormente, de prestação de serviços.
- Solidificar a Universidade de Taubaté como referência na área de História.
- Promover e organizar palestras e seminários.
O NPH contempla
as seguintes Linhas de Pesquisa:
- Cultura, sociedade e patrimônio
- Sociedade, meio ambiente e a gestão do espaço
- História
Regional
A
inserção de integrantes do NPH será realizada de acordo com a vinculação às
linhas de pesquisa, e aos respectivos professores coordenadores, e a projetos
desenvolvidos por esses professores. Na
primeira fase, já finalizada, estão sendo cadastrados os estudantes da 3º. Ano
do Curso de História que estão desenvolvendo seus trabalhos de conclusão de
curso (TCC).
por: Profª Ms. Rachel Abdala e Prof° Dr. Cyro
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